Aletria, doce que rima com alegria

Espero que todos tenham tido um excelente Natal! O meu não podia ter sido melhor e vai com certeza ser recordado pois foi o primeiro do meu sobrinho de 10 meses.

Aqui no blog ainda se continua em espírito Natalício e por isso aqui apresento a receita que faltava, a de aletria 🙂Aletria

Pode ser um pouco mais “solta” ou um pouco mais “presa”, tudo vai depender da quantidade de leite utilizada. Sim, porque cá em casa, a receita de aletria é feita com leite, ao jeito da minha bisavó.

Coloca-se ao lume uma panela com 1L de leite meio gordo, uma casca de limão, dois paus de canela e 150 g de açúcar (pode levar um pouco mais, conforme o gosto de cada um). Deixa-se levantar fervura e depois deita-se a aletria, esmagada suavemente para os pedaços não ficarem demasiado pequenos. Deixa-se cozer um pouco.

Num prato deitam-se 3-4 gemas e mexe-se com um garfo, apenas para desfazer e juntar as gemas. Quanto a aletria estiver cozida retira-se do lume apenas para arrefecer um pouco. Juntam-se as gemas aos bocados, mexendo sempre para não talhar. Quando estiverem todas incorporadas volta-se a colocar a panela ao lume, apenas para cozer mais uns 2-3 minutos.

Deita-se uma travessa de servir para arrefecer completamente. Quando estiver fria decora-se ao gosto de cada um. Bon appetit!!!

Bolinhos de Jerimu: o melhor guarda-se para o final

Abóbora para muitos, jerimu para os amigos, estes bolinhos acabam em beleza a série de post’s, aqui no Coffee & Dessert, sobre os doces de Natal presentes na mesa da família L.

As quantidades continuam a ser “a olho” sendo que, neste caso, dependem do tamanho da abóbora e da quantidade de massa que conseguimos obter.

Coze-se um dia antes, uma abóbora de tamanho médio e coloca-se a massa obtida num saco do pão. Espreme-se bem para sair a água na totalidade. Quando a abóbora estiver bem espremida adicionam-se 2 a 3 ovos, 1 colher e meia de chá de fermento, uma pitada de sal fino, 2 a 4 colheres de sopa de açúcar, 2 a 3 colheres de sopa de farinha (para ligar a massa) e uma chávena almoçadeira de nozes picadas em pedaços nem muito pequenos, nem muito grandes. A massa é mexida sempre à mão, à medida que se adicionam os ingredientes, de forma a sentir se ela está no ponto. A massa tem que ficar consistente mas não muito dura.

Pega-se em duas colheres de sobremesa, coloca-se um pouco de massa no meio e molda-se a massa em bolinhos pequenos e achatadas, passando a colher uma por cima da outra. Fritam-se os bolinhos e polvilham-se com uma mistura de açúcar e canela. Divinos!!

Por este ano é tudo… bolinhos de jerimu só para o ano.

Gelado… um amor de verão!

Andava há imenso tempo com vontade de provar os gelados da Santini, a mais conhecida gelataria Portuguesa que abriu portas pela primeira vez, em Cascais, no ano de 1949. Finalmente, em Dezembro passado, na minha passagem por Lisboa, fui conhecer a nova loja da marca que fica em pleno Chiado.

A decoração é toda em tons de vermelho e branco, com a farda dos funcionários a combinar: avental branco com riscas vermelhas e boné vermelho. Não vos faz lembrar praia, sol e calor? A mim faz… e muito!! Aqueles dias de calor sem nada para fazer, onde as 24 horas se resumem a dar mergulhos na água fresca do mar, a ficar até tarde na praia de forma a aproveitar todos os minutos de sol e claro está, a comer um gelado bem doce e fresco.

Como vê, só com a decoração já estava fã da Santini e ainda não tinha provado os gelados 🙂 mas meus caros leitores, depois de os ter provado tenho a afirmar que a fama destes gelados é bem merecida, eles são D-E-L-I-C-I-O-S-O-S!!!!!!!

A variedade de sabores é bastante grande e o meu dilema do costume começou, que dois sabores escolher? 🙂 Lá me decidi pela baunilha e pelo café… combinação perfeita!

O gelado cremoso da Santini soube-me a pouco mas mesmo naquele dia chuvoso de Inverno conseguiu aquecer-me a alma!!

São sem sombra de dúvida: I Gelati più fini del mondo

(fotos tiradas por mim)