Aletria, doce que rima com alegria

Espero que todos tenham tido um excelente Natal! O meu não podia ter sido melhor e vai com certeza ser recordado pois foi o primeiro do meu sobrinho de 10 meses.

Aqui no blog ainda se continua em espírito Natalício e por isso aqui apresento a receita que faltava, a de aletria 🙂Aletria

Pode ser um pouco mais “solta” ou um pouco mais “presa”, tudo vai depender da quantidade de leite utilizada. Sim, porque cá em casa, a receita de aletria é feita com leite, ao jeito da minha bisavó.

Coloca-se ao lume uma panela com 1L de leite meio gordo, uma casca de limão, dois paus de canela e 150 g de açúcar (pode levar um pouco mais, conforme o gosto de cada um). Deixa-se levantar fervura e depois deita-se a aletria, esmagada suavemente para os pedaços não ficarem demasiado pequenos. Deixa-se cozer um pouco.

Num prato deitam-se 3-4 gemas e mexe-se com um garfo, apenas para desfazer e juntar as gemas. Quanto a aletria estiver cozida retira-se do lume apenas para arrefecer um pouco. Juntam-se as gemas aos bocados, mexendo sempre para não talhar. Quando estiverem todas incorporadas volta-se a colocar a panela ao lume, apenas para cozer mais uns 2-3 minutos.

Deita-se uma travessa de servir para arrefecer completamente. Quando estiver fria decora-se ao gosto de cada um. Bon appetit!!!

Advertisements

Christmas Time

Passou mais um ano e cá em casa já se anda a preparar o Natal, com todas as suas tradições gastronómicas. Bacalhau, polvo cozido com batata e penca para a consoada, Roupa-Velha (os restos do cozido partidos aos bocadinhos refogados em cebola, azeite e alho) e cabrito assado para o almoço de dia 25 de Dezembro e muitos… muitos doces e chocolates!!

Relativamente aos doces, claro que não pode faltar o majestoso e tradicional Bolo-Rei, sempre como mestre de cerimónias, acompanhado este ano pelo Bolo-Rei de Chocolate! Seguem-se as rabanadas, bolinhos de jerimú e aletria que serão preparadas pela chef cá da casa, a minha mãe, auxiliada por mim, a sua sous-chef 🙂

(Podem seguir os links para ver as receitas que coloquei aqui no blog o ano passado.)

Como já vos falei no ano passado, o Natal para mim é uma época muito familiar, com tradições que se mantêm há anos. A tradição de fazer a árvore de Natal e enfeitar o resto da casa, logo no início de Dezembro; o preparar dos doces juntamente com a minha mãe, todos com um timing já definido (as rabanadas são as últimas a fazer para o meu irmão e pai poderem “roubar” algumas ainda quentes); o comer o bacalhau cozido e o polvo na noite de consoada; o esperar pela meia-noite para abrir as prendas; o comer a roupa-velha no almoço de dia 25 e passar a tarde a ver na televisão o Sozinho em Casa ou a Música no Coração…. tudo com um encanto especial e que não fariam do Natal aquilo que é!

Desejo a todos um DOCE e FELIZ NATAL!!!

Merry Christmas!!!

Bolinhos de Jerimu: o melhor guarda-se para o final

Abóbora para muitos, jerimu para os amigos, estes bolinhos acabam em beleza a série de post’s, aqui no Coffee & Dessert, sobre os doces de Natal presentes na mesa da família L.

As quantidades continuam a ser “a olho” sendo que, neste caso, dependem do tamanho da abóbora e da quantidade de massa que conseguimos obter.

Coze-se um dia antes, uma abóbora de tamanho médio e coloca-se a massa obtida num saco do pão. Espreme-se bem para sair a água na totalidade. Quando a abóbora estiver bem espremida adicionam-se 2 a 3 ovos, 1 colher e meia de chá de fermento, uma pitada de sal fino, 2 a 4 colheres de sopa de açúcar, 2 a 3 colheres de sopa de farinha (para ligar a massa) e uma chávena almoçadeira de nozes picadas em pedaços nem muito pequenos, nem muito grandes. A massa é mexida sempre à mão, à medida que se adicionam os ingredientes, de forma a sentir se ela está no ponto. A massa tem que ficar consistente mas não muito dura.

Pega-se em duas colheres de sobremesa, coloca-se um pouco de massa no meio e molda-se a massa em bolinhos pequenos e achatadas, passando a colher uma por cima da outra. Fritam-se os bolinhos e polvilham-se com uma mistura de açúcar e canela. Divinos!!

Por este ano é tudo… bolinhos de jerimu só para o ano.

Mexidos….. mas que nome mais estranho para um doce :)

A origem do nome ainda é um mistério e confesso que quando era pequena não gostava de mexidos, apesar de não ter certeza de alguma vez os ter provados. Como o meu pai adora este doce, eles estão  sempre presentes no Natal e por isso, há um ano, resolvi aventurar-me a provar os famosos mexidos e fiquei fã!

Todos os ingredientes dependem do tamanho do pão dos mexidos, pão especial com muito miolo comprado 2 a 3 dias antes. As quantidades que vou referir dão para um pirex pequeno com cerca de 24 cm de diâmetro.

Numa panela grande, como se fosse para fazer sopa, deita-se água (mas sem encher), uma casca de limão, um pau de canela, um cálice de vinho do Porto, 2 a 3 colheres de sopa de açúcar, 1 a 2 colheres de sopa de mel, 1 colher de sopa de manteiga (facultativo), 1 saca pequena de pinhões, uma mão cheia de sultanas e uma mão cheia de nozes picadas. Deixa-se ferver.

No entretanto, desfaz-se o miolo do pão dos mexidos e adiciona-se à calda que ainda está ao lume. Deixa-se engrossar até ao ponto que se quiser.

Retira-se do lume para arrefecer um pouco e se puderem juntar 4 a 5 gemas de ovos. Vai novamente ao lume, cerca de 4-5 minutos, para as gemas cozerem mexendo sempre.

Deita-se num pirex bonito e polvilha-se com canela, quando estiverem frios. Bon appetit!!!